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domingo, 25 de março de 2012

Mulheres Xavante de Etenhiritipa


Os A'uwê - Povo guerreiro. Mantém sua história na memória e com a palavra transmitem de geração a geração seus conhecimentos ancestrais. Vieram do lugar onde começa o céu, da raiz do céu, onde o sol nasce.

Somam aproximadamente 13 mil pessoas distribuídas em cerca de 180 aldeias no estado do Mato Grosso, num ambiente de cerrado, no Centro-Oeste do Brasil nas Terras Indígenas Pimentel Barbosa, Areões, Marechal Rondom, Parabubure, Sangradouro, São Marcos e Marãiwasede.

Conecidos por Xavante, os A'uwê Upatabi - Povo Verdadeiro, como se autodenominam, falam a língua A'uwê da família linguística Jê, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê.

Na denominação genérica índios está oculta, na verdade, a rica diversidade cultural que existe no Brasil. São cerca de 220 povos indígenas, aproximadamente 170 línguas faladas, uma população de cerca de 450 mil pessoas. Nosso país pode se dizer o único no mundo, com aproximadamente 50 povos que nunca tiveram contato com a sociedade envolvente.

Cristina Flória


domingo, 24 de outubro de 2010

REPORTAGEM - No Mundo da MULHER XAVANTE

por: Ieda Estergilda de Abreu
fotos: Cristina Flória


"Na aldeia xavante Etenhiritipa, localizada na terra indígena Pimentel Barbosa, em Canarana, Mato Grosso, as fogueiras estão acesas e as casas, aquecidas. Lá dentro, as mulheres aguardam os homens saírem do warã (assembleia), onde estiveram desde o entardecer refletindo sobre os acontecimentos do dia. Ao amanhecer, eles se reunirão novamente para discutir, com base na interpretação dos sonhos, como será o novo dia. E retomarão os assuntos tratados na noite anterior"...



 
Leia a reportagem completa na Revista Planeta online.
- outubro, Edição 457 Ano 38.



sábado, 15 de maio de 2010

Uma Lente sobre a cultura Xavante

Na edição de Abril a Revista Kalunga destacou o meu trabalho entre os Xavante. A entrevista foi concedida à Margarete Azevedo, que fez um ótimo trabalho de edição. Segue abaixo um trecho da entreveista: 


Como você observa a relação do índio com a tecnologia?
A cultura é dinâmica e incorpora coisas que são muito importantes, por exemplo, a internet e o celular. Muitas pessoas falam, "os índios agora estão usando roupas, celulares; não são mais índios". Na minha opinião, essa é uma visão equivocada. A incorporação dessas tecnologias ajuda não só na manutenção de sua cultura, como também na sua sobrevivência. A internet auxilia na comunicação entre as aldeias. Não podemos esquecer que existem 220 etnias indígenas no Brasil. Os índios não são iguais. São povos diferentes com cultura e línguas faladas diferentes. No total são 180 línguas; eles não têm uma língua comum.

Qual o desafio dos líderes para manter as tradições?
O desafio para essa nova geração é muito grande, em especial, no que se refere às Terras indígenas. Em Pimentel Barbosa, área com 329mil hectares, a devastação avança. As aldeias xavante vivem da caça; com o entorno sendo desmatado, o único lugar que sobra para a prática é a própria reserva. Fala-se que há muita terra para pouco índio, mas isso não é verdade. Os índios tem uma relação com a terra, com o meio ambiente, muito diferente da nossa. 

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Piõ Uptabi - a mulher Xavante





É um olhar para os múltiplos ângulos que compõem uma tradição milenar. É fruto de uma amizade que foi se estreitando entre mim e a comunidade Xavante ao longo dos últimos 20 anos.

A exposição revela as cerimônias rituais, o cotidiano, a beleza da arte indígena, o conhecimento que é mantido há milhares de anos e transmitido de geração a geração até os dias atuais. Contribui para elucidar o que o universo feminino A’uwê, como se autodenominam os Xavante, suscita dentro de nós para uma compreensão do que é ser humano, ser mulher.

Além de ser um acervo patrimonial da comunidade Xavante Etenhiriripa é uma janela para o conhecimento sobre o Outro. A partir do momento em que nos abrimos para o desconhecido, nos deparamos com a diversidade. O respeito vem pelo conhecimento. A sobrevivência de culturas tradicionais milenares possibilita a visão de um mundo plural, onde valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos podem ser consolidados.

Texto e Fotografia: Cristina Flória - Todos os direitos reservados

 Onde: Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195
Térreo e Sala de oficinas, 2º andar.
Visitação de 10 de março a 04 de abril 2010
Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 18h30.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cristina Flória no SESC - Pinheiros

Piõ Uptabi - a mulher Xavante é fruto do meu trabalho junto às mulheres da Aldeia Etenhiriitpa. Essa mostra fotográfica, que compõe o Projeto 1001 Mulheres, estará no Sesc Pinheiros de 10/03 a 04/04 - terça a sexta das 10h30 às 21h30; sábado, domingo e feriados, das 10h30 às 18h30, no térreo e 2o.andar.

Piõ Höimanazé - a Mulher Xavante em sua Arte

"sesctv"
www.sesctv.org.br
Piõ Höimanazé - A Mulher Xavante em sua Arte (12 anos) reprises deste programa 09/03/2010 : 06h00 : terça-feira 09/03/2010 : 14h00 : terça-feira 10/03/2010 : 08h00 : quarta-feira 10/03/2010 : 12h00 : ..."

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Piõ Uptabi - um olhar sobre a mulher indígena



11 de Abril a 03 de Maio


Salão de Artes do Centro Municipal de Educação Adamastor - Guarulhos, SP.




Revela o universo feminino das mulheres A’uwê, como se autodenominam os Xavante. É um olhar entre os múltiplos ângulos de uma tradição milenar.

Mostra a beleza de sua arte, cotidiano, cerimônias rituais, o conhecimento que é mantido há milhares de anos, e transmitido de geração a geração até os dias atuais.

É fruto de uma amizade, e do trabalho fotográfico de Cristina Flória com a comunidade Xavante Etenhititipa ao longo de 17 anos de convivência.

Num mundo de crescentes interações globais, a sobrevivência da diversidade se assegura pela revitalização de culturas tradicionais, o que possibilita a consolidação de valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos.



Fotografias, textos, grafismos em pano: Cristina Flória

Durante a exposição será exibido o documentário Piõ Höimanazé - a mulher Xavante em sua Arte, 19 de Abril exibição às 19hs no Cineclube do Centro Adamastor dentro da programação do Ciclo Redescobrindo o Brasil.
Entrada Franca
Av. Monteiro Lobato, 734
Diariamente das 9h às 22h

domingo, 11 de janeiro de 2009

Piõ Höimanazé - a Mulher Xavante em sua Arte


Documentário:
Estréia no SESC TV
dia 22/01, às 22h
52 minutos
Direção e Roteiro: Cristina Flória

Piõ Höimanazé - a Mulher Xavante em sua Arte é um olhar entre os múltiplos ângulos de uma Tradição. Fruto de um sonho, de uma amizade que foi se estreitando entre eu e a comunidade Xavante ao longo desses últimos 16 anos. Foram muitas conversar com os homens, no Warã, até a realização do projeto com as mulheres de Etenhiritipa. E da mesma forma que elas, eu também queria muito que esse trabalho acontecesse.

Para a realização do projeto instituímos o Warã Piõ, nosso espaço de reuniões, onde todas as decisões e planos de trabalho foram estabelecidos entre a nossa equipe e as mulheres A’uwẽ. Em nosso primeiro Warã Piõ foram eleitas onze mulheres para coordenar e protagonizar todas as etapas do trabalho dentro da comunidade, que durante o percurso se tornaram doze, assim como a equipe A’uwê de cinegrafistas, tradutores, fotógrafo e assistentes.

Piõ Höimanazé - a Mulher Xavante em sua Arte além de ser uma ação para preservar o patrimônio cultural feminino das mulheres A’uwẽ de Etenhiritipa, revela a riqueza de conhecimento que essas guerreiras preservam há milhares de anos. Seus segredos, e a arte de viver, Höimanazé, que são transmitidos de geração a geração até os dias atuais. Contribui também, para elucidar o que o universo feminino indígena suscita dentro de nós, para uma compreensão de ser humano, de ser mulher.

Poucos são os que valorizam a cultura e o conhecimento dos índios brasileiros, principalmente no que diz respeito ao conhecimento das mulheres indígenas. O que atesta o baixíssimo número de documentos e registros existentes.

Por existir iniciativas que estão na contramão desse fluxo, Piõ Höimanazé - a Mulher Xavante em sua Arte pode ser realizado.

Contou com o patrocínio da Petrobras através do Edital do Programa Petrobrás Cultural 2005/2006, que contemplou 232 projetos selecionados, dos 4.674 projetos inscritos, com apoio do Ministério da Cultura através da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet.

Apoio das Prefeituras do Município de Canarana, no Estado do Mato Grosso, e de Santa Cruz das Palmeiras, interior do Estado de São Paulo, que possibilita a difusão desse conhecimento para escolas municipais indígenas e não indígenas, bibliotecas, dessas regiões, e também para um público amplo.

Uma co-produção da A 2.0 Produções Artísticas com o Sesc TV, que além fomentar a diversidade cultural, e a sobrevivência de culturas tradicionais milenares, possibilita a visão de um mundo plural, onde valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos podem ser consolidados.


Ficha Técnica:
Direção e Roteiro: Cristina Flória; Música Original e Desenho de Som: Marcelo Pellegrini; Edição: Estevão Nunes Tutu, Tati Wexler; Imagens: Jorge Protodi, Caimi Waiassé, Estevão Nunes Tutu, Neivas Ortega; Produção Executiva: Wagner Pinto; Design Gráfico: Eduardo Okuno; Coordenação na Aldeia e Tradução Xavante / português: Paulo Supretaprã; Assistentes de câmera e som: Gilson Homopre, Nilo Sereraruiwe; Fotografias: Cristina Floria, Tati Wexler, Vinícius Sidiwe, Wagner Pinto, Vladimir Kozák – Governo do Estado do Paraná /Secretaria de Estado da Cultura e Museu Paranaense; Mixagem e Masterização: Estudios Audiomobile, Supervisão Técnica: Eng. Egidio Conde, Técnico de Mixagem: André "Kbelo" Sangiacomo, Técnico de Masterização: Fernando Ferrari.
Sesc SP: Diretor Regional: Danilo Santos de Miranda; Sup.Téc.Social:Joel N. Padula; Com.Social: Ivan Giannini /Sesc TV - Diretor Executivo: Valter Vicente Sales Filho; Direção de Programação: Regina Gambini; Assistente: Juliano de Souza.

Parceria:Aldeia Etenhiritipa - ao longo de todas as etapas do trabalho.
Apoio:Tela Mágica; Audimobile; Prefeitura Municipal de Canarâna; Prefitura Municipal de Santa Cruz das Palmeiras; Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultural - Lei Rouanet
Realização:A 2.0 Produções Artísticas
Co-produção: A 2.0 Produções Artísticas e Sesc TV
Patrocínio: PETROBRAS