Os A'uwê - Povo guerreiro. Mantém sua história na memória e com a palavra transmitem de geração a geração seus conhecimentos ancestrais. Vieram do lugar onde começa o céu, da raiz do céu, onde o sol nasce.
Somam aproximadamente 13 mil pessoas distribuídas em cerca de 180 aldeias no estado do Mato Grosso, num ambiente de cerrado, no Centro-Oeste do Brasil nas Terras Indígenas Pimentel Barbosa, Areões, Marechal Rondom, Parabubure, Sangradouro, São Marcos e Marãiwasede.
Conecidos por Xavante, os A'uwê Upatabi - Povo Verdadeiro, como se autodenominam, falam a língua A'uwê da família linguística Jê, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê.
Na denominação genérica índios está oculta, na verdade, a rica diversidade cultural que existe no Brasil. São cerca de 220 povos indígenas, aproximadamente 170 línguas faladas, uma população de cerca de 450 mil pessoas. Nosso país pode se dizer o único no mundo, com aproximadamente 50 povos que nunca tiveram contato com a sociedade envolvente.
É um olhar para os múltiplos ângulos que compõem uma tradição milenar. É fruto de uma amizade que foi se estreitando entre mim e a comunidade Xavante ao longo dos últimos 20 anos.
A exposição revela as cerimônias rituais, o cotidiano, a beleza da arte indígena, o conhecimento que é mantido há milhares de anos e transmitido de geração a geração até os dias atuais. Contribui para elucidar o que o universo feminino A’uwê, como se autodenominam os Xavante, suscita dentro de nós para uma compreensão do que é ser humano, ser mulher.
Além de ser um acervo patrimonial da comunidade Xavante Etenhiriripa é uma janela para o conhecimento sobre o Outro. A partir do momento em que nos abrimos para o desconhecido, nos deparamos com a diversidade. O respeito vem pelo conhecimento. A sobrevivência de culturas tradicionais milenares possibilita a visão de um mundo plural, onde valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos podem ser consolidados.
Texto e Fotografia: Cristina Flória - Todos os direitos reservados
Onde: Sesc Pinheiros Rua Paes Leme, 195 Térreo e Sala de oficinas, 2º andar. Visitação de 10 de março a 04 de abril 2010 Ter a sex, das 10h30 às 21h30 | sab, dom e fer, das 10h30 às 18h30.
Piõ Uptabi - a mulher Xavante é fruto do meu trabalho junto às mulheres da Aldeia Etenhiriitpa. Essa mostra fotográfica, que compõe o Projeto 1001 Mulheres, estará no Sesc Pinheiros de 10/03 a 04/04 - terça a sexta das 10h30 às 21h30; sábado, domingo e feriados, das 10h30 às 18h30, no térreo e 2o.andar.
Salão de Artes do Centro Municipal de Educação Adamastor - Guarulhos, SP.
Revela o universo feminino das mulheres A’uwê, como se autodenominam os Xavante. É um olhar entre os múltiplos ângulos de uma tradição milenar.
Mostra a beleza de sua arte, cotidiano, cerimônias rituais, o conhecimento que é mantido há milhares de anos, e transmitido de geração a geração até os dias atuais.
É fruto de uma amizade, e do trabalho fotográfico de Cristina Flória com a comunidade Xavante Etenhititipa ao longo de 17 anos de convivência.
Num mundo de crescentes interações globais, a sobrevivência da diversidade se assegura pela revitalização de culturas tradicionais, o que possibilita a consolidação de valores éticos, de prosperidade e de direitos humanos.
Fotografias, textos, grafismos em pano: Cristina Flória
Durante a exposição será exibido o documentário Piõ Höimanazé - a mulher Xavante em sua Arte, 19 de Abril exibição às 19hs no Cineclube do Centro Adamastor dentro da programação do Ciclo Redescobrindo o Brasil.