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domingo, 24 de outubro de 2010

REPORTAGEM - No Mundo da MULHER XAVANTE

por: Ieda Estergilda de Abreu
fotos: Cristina Flória


"Na aldeia xavante Etenhiritipa, localizada na terra indígena Pimentel Barbosa, em Canarana, Mato Grosso, as fogueiras estão acesas e as casas, aquecidas. Lá dentro, as mulheres aguardam os homens saírem do warã (assembleia), onde estiveram desde o entardecer refletindo sobre os acontecimentos do dia. Ao amanhecer, eles se reunirão novamente para discutir, com base na interpretação dos sonhos, como será o novo dia. E retomarão os assuntos tratados na noite anterior"...



 
Leia a reportagem completa na Revista Planeta online.
- outubro, Edição 457 Ano 38.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010




"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".
 

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido".

Fernando Pessoa


sábado, 5 de junho de 2010

Dia do Meio Ambiente


"A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância"  - Gandhi
"Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro." - Provérbio Indígena
"A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo." - Dalai Lama


"Se soubesse que o mundo se acaba amanhã,
eu ainda hoje plantaria uma árvore."
Martín Luther King


“Se você tem metas para um ano. Plante arroz.
Se você tem metas para 10 anos. Plante uma árvore.
Se você tem metas para 100 anos, então eduque uma criança.
Se você tem metas para 1000 anos, então
preserve o Meio Ambiente.”
Confúcio


Fotografias: © Cristina Flória - Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Bioma cerrado e o "desenvolvimento"



O cerrado era um território sem fronteiras para os A’uwê, como se autodenominam os Xavante, até a década de 1940, antes da entrada expansionista pelo Brasil central e antes dos primeiros contatos em 1946. No bioma cerrado está tudo o que eles necessitam para viver. Além de ser fonte da produção e reprodução da sua sobrevivência física, o cerrado é fundamental para a perpetuação de sua cultura, de seus ritos e cerimônias tradicionais.
Um exemplo disso é o pé de buriti. O seu fruto serve como alimento e seus talos, do pequeno ao grande, são usados pelas mulheres para a confecção de cestos, com vários tamanhos e utilidades, de esteiras e na cobertura das casas. As palhas do talo são usadas pelos homens nos rituais.

O cerrado, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, é a savana mais rica do mundo em biodiversidade. Estima-se que a região compreenda cerca de 5% de toda a biodiversidade do planeta, com a presença de ecossistemas variados, riquíssima flora com mais de 10 mil espécies de plantas, sendo que 4.400 são endêmicas (exclusivas) dessa área. A fauna apresenta 837 espécies de aves; 67 gêneros de mamíferos, abrangendo 161 espécies, dezenove delas endêmicas; 150 espécies de anfíbios, das quais 45 endêmicas; 120 espécies de répteis, sendo 45 endêmicas; apenas no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 espécies de abelhas e vespas.

Desde o contato com os não índios – warazu – muitas mudanças vêm ocorrendo na vida A’uwẽ e o mesmo vem acontecendo com o bioma cerrado. Prova disso são as estatísticas fornecidas pelo próprio Ibama, que atesta restar hoje apenas 20% de área de cerrado em estado conservado.

Em decorrência disso, podemos afirmar que as Terras Indígenas vêm se tornando verdadeiras ilhas verdes cercadas de devastação pelo “desenvolvimento”.


Texto e fotografia: Cristina Flória - Todos os direitos reservados

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Imazon detecta desmatamento de 194 km² na Amazônia Legal em outubro

Área equivale a cinco vezes o Parque Nacional da Tijuca, no RJ.
Pará responde por 45% da devastação registrada.

 O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou a destruição de 194 km² de floresta em outubro, o equivalente a cerca de cinco vezes o Parque Nacional da Tijuca (RJ). O instituto detectou ainda 104 km² de degradação florestal(destruição parcial da mata) na região. O índice teve um aumento de 90% em relação a outubro de 2008, quando o desmatamento registrado foi de 102 km². Ao mesmo tempo, houve queda de 10% em relação a setembro deste ano, quando foram localizados 216 km² de floresta desmatada.

O estado com mais devastação em outubro é o Pará (45%), seguido de Mato Grosso (22%) e Rondônia (13%). Somados, os três representam 80% do total desmatado. Depois vêm Amazonas (9%), Roraima (6%), Amapá (3%) e Acre (2%).

Em relação a situação fundiária, a maioria (83%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou em diversos estágios de posse. O restante foi registrado em assentamentos de reforma agrária (4%), unidades de conservação (9%) e terras indígenas (7%).

Os municípios mais desmatados foram São Félix do Xingu (PA) com 12 km², seguido de Óbidos (PA) com 7,7 km² e Feliz Natal (MT) com 6,7 km². Graças à pouca cobertura de nuvens, que comumente atrapalha o monitoramento da floresta, foi possível checar 87% da Amazônia Legal no mês.


Do Globo Amazônia, em São Paulo